Ele tinha pertencido à nossa mãe. Eu nem lembrava que ainda estava ali embaixo. O Caleb tinha lixado, envernizado e apertado os parafusos soltos.
Sentei naquele banco e chorei.
Não porque tudo estava resolvido.
Não estava.
Meses se passaram até que eu fosse jantar no apartamento.
Caleb não morava lá. Ele aparecia depois do trabalho duas vezes por semana para ajudar com as crianças e ia embora, a menos que minha irmã pedisse para ele ficar. Naquela noite, ele estava na cozinha.
Os móveis do meu porão estavam lá. As crianças tinham um canto cheio de livros. Minha irmã tinha plantas na janela. A senhora Teresa entrou com uma torta, como se tivesse imunidade diplomática.
Em certo momento, minha irmã olhou para mim do outro lado da sala.
Ela não parecia em pânico.
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