Voltei a olhar para o contrato.
“Então por que o porão?”
Ela respirou, tremendo.
“A gente foi juntando móveis aos poucos. Coisas baratas, usadas. Coisas pro apartamento. Ele consertou os degraus do porão porque estavam rachados. Depois limpou. Depois pintou uma parede. E continuou.”
Eu encarei ela.
“Você transformou meu porão numa operação de mudança sem me contar.”
As lágrimas começaram a cair.
“Eu ia te contar.”
“Quando? Depois que já tivesse ido embora?”
“Eu achei que talvez pudesse sair em silêncio… e te agradecer direito, sem deixar tudo mais difícil.”
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