Criei o filho do meu melhor amigo – No seu 18º aniversário, ele me entregou uma carta e disse: 'Desculpe por estar te contando isso tão tarde… Eu não tinha outra escolha.'

Criei o filho da mulher que amei, e por anos disse a mim mesmo que isso já bastava. Então, no seu 18º aniversário, ele me entregou um envelope com a caligrafia de sua mãe, e tudo o que eu achava que sabia sobre nossa vida juntos mudou.

Conheci Laura quando tínhamos 19 anos.

Ela era o tipo de pessoa que podia entrar em uma semana ruim e fazê-la parecer administrável. Não consertada. Apenas mais leve.

Então Laura ria, revirava os olhos ou roubava batatas fritas do meu prato, e de repente o dia parecia menos afiado.

Nós éramos amigos.

Eu a amei por anos e nunca disse isso.

Quando finalmente entendi que o que sentia era real, Laura já tinha Jimmy.

A vida disse isso por ela. Ela tinha um menininho, sem parceiro digno de mencionar, muitas contas e o tipo de exaustão que mudava a forma como ela se mantinha de pé.

Então eu fiquei onde ela me deixou ficar.

Eu estava lá quando Jimmy nasceu. Sentei em uma cadeira de hospital a noite toda e comprei café para Laura, que ela esquecia de beber.

Eu estava lá quando ele tinha dois anos e decidiu que giz de cera era comida.

Eu estava lá quando ele tinha três e rachou o lábio na mesa de centro. Laura me ligou chorando tão forte que mal consegui entendê-la.

"Há tanto sangue," ela disse. "Por que há tanto sangue de um rosto tão pequeno?"

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