Mas então pensei em Sarah — serragem em suas mangas, sentada ao meu lado na oficina, dizendo que todos merecem a chance de serem melhores amanhã do que foram hoje.
“Tudo bem,” disse. “Aceito sua oferta.”
Dei a ele o número.
Ele moveu o carro sem dizer mais uma palavra.
Entrei de volta na caminhonete, levantei a porta como sempre faço e fechei. O motor tossiu duas vezes antes de pegar.
No espelho retrovisor, ele ainda estava ali — assistindo minha velha caminhonete se afastar como se valesse mais do que tudo o mais naquele estacionamento.
E talvez, pela primeira vez o dia todo, ele tenha entendido que valia mesmo.
Sarah sempre dizia que a madeira sabe o que ela deve se tornar.
Acho que às vezes as pessoas também sabem. Só precisam do momento certo para perceber.
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