Esse detalhe faria diferença mais tarde. Demais.
Os dois adultos carregavam a bolsa de fraldas dela, um cartão de seguro e documentos da família na frente.
A polícia assumiu, pelo menos inicialmente, que a criança pertencia a eles. O primeiro relatório a identificou como filha deles. Ninguém sabia ainda que a mulher no banco do passageiro era, na verdade, a irmã do motorista, não a mãe da criança.
A menininha sobreviveu.
Os adultos não.
E uma suposição errada acabou sendo registrada em três sistemas diferentes.
Perguntei sobre ela no meu próximo plantão. Depois no seguinte.
Uma enfermeira finalmente disse: “Você sabe que pode ir para casa e não adotar emocionalmente todos os pacientes, certo?”
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