Balancei a cabeça.
“Eu só estava tentando sobreviver.”
“Eu sei. E mesmo assim você fez parecer amor.”
Aquilo foi tudo. Aquela frase foi o que me quebrou de vez. Inclinei o corpo para frente e chorei como não chorava há anos. Não quando ele foi embora. Não quando vendi o carro. Não quando trabalhei em três empregos.
Algumas horas depois, eu estava sentada na plateia com o recibo pago dobrado na minha bolsa, como se pudesse desaparecer se eu soltasse. As fileiras estavam cheias de famílias. Câmeras clicavam. Programas de cerimônia faziam barulho. O ar vibrava com nervosismo e orgulho.
Jane atravessou o palco de beca e capelo, e quando chamaram o nome dela, eu bati palmas até minhas mãos doerem.
Depois, o reitor apresentou a oradora da turma.
Minha filha caminhou até o púlpito, me procurou no meio da plateia e disse:
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