Vendi meu carro e passei a trabalhar em turnos da noite para pagar a mensalidade da minha filha – a ligação da secretaria da faculdade, poucos dias antes da formatura dela, me deixou sem palavras

 

“Está tudo pago, mãe.”

 

Eu só fiquei ali.

 

Pago.

 

Essa palavra me atingiu mais forte do que qualquer outra.

 

Não quase. Não parcialmente. Não talvez se a gente se endividar ou se sacrificar um pouco mais.

 

Pago.

 

Sentei porque minhas pernas simplesmente pararam de funcionar.

 

Jane se ajoelhou na minha frente.

 

“Respira.”

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