"Significa que eu não acho que essa seja toda a história, Eden. Tem algo que você precisa saber."
Neal apareceu nos fundos, limpando as mãos em um pano. "Mila?"
"Você pode nos dar um minuto?" eu disse, virando para ele.
"Isso aqui não é um escritório de aconselhamento," ele resmungou.
"Não, Neal," eu disse. "Mas pode ser um lugar onde alguém descobre a verdade."
Neal me olhou, então soltou um suspiro. "Cinco minutos," ele disse, indo para os fundos.
Eden se sentou na cadeira ao lado do balcão, e eu fui para o outro lado e me sentei à sua frente.
"Nós éramos jovens," ela começou. "O Oscar trabalhava na loja de rações. Eu estava ajudando minha tia no seu diner. Ele vinha toda quinta-feira ao meio-dia, e por três semanas seguidas ele fingia que não sabia meu nome." O rosto dela suavizou, e eu pude ver a garota que ela devia ter sido se movendo por baixo dos anos. "Na quarta semana, ele disse: 'Eden, se você continuar fingindo que não me percebe, vou ter que tentar mais.'"
Eu ri antes de poder me controlar. "Isso soa como o vovô."
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