De algum modo, pior pela banalidade.
Denise se levantou do banco do motorista.
Lá fora, os motociclistas fecharam o cerco, não invadindo, apenas selando todas as saídas. Um homem branco com cicatrizes de queimadura na mão ficou na porta da frente. A ex-agente de trânsito manteve posição na traseira. Outro motociclista, um veterano negro com uma bengala, entrou parcialmente na pista para impedir qualquer aproximação de veículos.
Ainda assim, ninguém arrombou o vidro.
Ainda assim, ninguém tentou “virar herói”.
Wade carregou o peso de ser odiado — e sustentou isso.
— Você não quer fazer isso na frente dela — disse ao homem.
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