Depois mais três.
Quando o motorista xingou e pisou no freio, um homem enorme, branco, motociclista na casa dos cinquenta e poucos anos, já estava subindo os degraus da frente sem permissão, abaixando a cabeça sob a estrutura da porta, colete de couro escurecido pela poeira da estrada, barba grisalha bagunçada pelo vento, ombros tão largos que pareciam ocupar todo o corredor antes mesmo de ele dar o segundo passo.
Seus antebraços eram cobertos por tatuagens militares antigas e cicatrizes.
Ele não sorriu.
Não pediu desculpas.
Não parecia alguém que estivesse ali para pedir nada.
— Corta a rota — disse ao motorista, com a voz baixa e áspera. — Agora.
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