Atrás dele, estava uma mulher.
Loira. Perfeitamente arrumada. Vestida de forma ousada demais para uma visita casual.
Ela não devia ter mais de trinta anos.
— Olá, sogra — disse ela, animada, estendendo a mão. — Sou Vanessa. Muito prazer em conhecê-la.
No momento em que toquei sua mão, algo dentro de mim se contraiu.
Eu ainda não sabia, mas ela estava prestes a mudar tudo.
Ela entrou na minha casa como se já fosse dona dela.
Não pediu para sentar. Não tirou os saltos. Apenas se jogou no sofá e começou a analisar o ambiente com olhos frios e calculistas.
— Que casa encantadora — disse. — Muito… vintage.
Vintage.
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