Fui para a faculdade bem longe. Cortei meu cabelo. Fiz algumas tatuagens, lembranças de que eu ainda era jovem e despreocupada.
E todo dia parecia um risco e uma recompensa.
Estudei ciência da computação e estatística, números faziam sentido, equações não julgavam. E comecei a acreditar que eu era mais do que o que a Rebecca tinha me reduzido.
No meu último ano, eu já havia perdido a maior parte do peso. Não por ela, mas por mim.
Conquistei meu mestrado, consegui um emprego em ciência de dados e fiz amigos que não sabiam nada sobre a "Maya do box de banheiro."
Por um tempo, deixei-me acreditar que eu era uma nova pessoa.
Eventualmente, a Rebecca se desvaneceu em ruído de fundo. Ela era só uma história velha sobre a qual eu raramente falava, só em terapia. Ouvi dizer que ela se casou com o Mark, um cara de finanças que eu tinha certeza que estudou na mesma escola.
Vi as fotos do casamento dela no Facebook, vestido grande, sorriso maior, e tudo posado. Ela se tornou madrasta de uma garotinha chamada Natalie.
Às vezes eu me perguntava se ela ainda se lembrava de mim.
Então, na terça-feira passada, meu telefone tocou.
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