“Eu não tenho medo de uma família pronta, Sharon. Eu sou grato. Me deixa ser o homem que fica, amor.”
Eu ri — mais de incredulidade do que outra coisa — mas ele parecia real. Fazia jantar, ajudava com o dever de casa, construía fortes de almofadas com o Harry nos dias de chuva. Disse que queria que as meninas o chamassem de “pai”.
E eu acreditei.
O casamento seria pequeno: só amigos próximos, alguns colegas que me ajudaram nos piores momentos e a família que viu minha luta para voltar a ser feliz.
Faltavam dois dias, e tudo já estava pronto. Oliver estava na casa dos pais dele, do outro lado da cidade. Naquela quinta-feira à noite, ele me ligou por vídeo enquanto eu fazia tarefas.
“Oi, só uma pergunta rápida”, disse ele, o rosto ocupando a tela. “Os caminhos de mesa — rosa claro ou vermelho?”
Ele virou a câmera mostrando amostras de tecidos.
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