Olivia se virou para mim, e anos de respiração contida finalmente se quebraram. Ela começou a soluçar.
"Sinto muito, Maya. Eu ia te contar. Eu tinha tudo planejado—"
Atravessei a sala e a envolvi em meus braços.
"Liv. Para."
"Você deve me odiar—"
"Você era uma adolescente! E me escolheu. Todos os dias, todos esses anos. Você acha que um pedaço de papel muda isso?"
Ela riu entre as lágrimas, um som molhado e quebrado.
"Eu não sei como te chamar agora," admiti.
"Me chame do que parecer certo. Sempre foi assim."
"Liv funciona," sussurrei. "Liv sempre funcionou."
Mas às vezes escorrego e a chamo de mãe. Ela nunca me corrige. Apenas sorri, como se estivesse esperando há anos para ouvir isso.
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