O Sr. Levin olhou para ele. “O que é isso?”
“As anotações do meu marido sobre doações que não chegaram às crianças.”
A Sra. Caldwell se recompôs rapidamente. “Os registros daquele período eram inconsistentes.”
“Inconsistentes?” repeti. “É assim que chamamos de crianças não receberem o que lhes era destinado?”
Sua mandíbula se apertou. “Estávamos com falta de pessoal.”
Emily falou então, tão baixinho que quase não ouvi: “Crianças não são papelada.”
A sala ficou em silêncio.
A Sra. Caldwell olhou para ela. “Tenho certeza de que isso é perturbador, mas você não entende quão difícil é administrar uma instituição assim.”
Emily ergueu o queixo. “Não, eu entendo o suficiente. Meu pai estava tentando ajudar, e alguém o ignorou.”
Naquele momento, vi Daniel nela mais claramente do que nunca.
O Sr. Levin abriu o caderno sozinho e folheou página após página. Quanto mais lia, mais sua boca se achatava.
Ele olhou para a Sra. Caldwell. “Por que isso nunca foi levado ao conselho?”
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