Mas eu já tinha certeza de uma coisa: aquilo soava perigosamente familiar. E eu não iria ficar parada por muito tempo.
Decidi que encontraria essa professora pessoalmente. Mas, no dia seguinte, fui diagnosticada com uma infecção respiratória forte e receitada com repouso absoluto por duas semanas. Minha mãe veio à noite com uma travessa de comida e um olhar que dizia “não discuta”.
Ela assumiu tudo: o lanche de Ava, a ida à escola, a casa. Era firme e acolhedora do jeito que sempre foi, e eu devia ser grata. E era.
Mas deitada na cama, enquanto Ava enfrentava aquela sala todos os dias, eu me sentia impotente de um jeito que nenhuma doença jamais havia me feito sentir.
— Ela está bem? — perguntava à minha mãe todas as tardes.
— Está sim — dizia ela, ajeitando os cobertores. — Come alguma coisa, Cathy.
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