Acontece que eu estava completamente enganado.
Nossa casa fica em Vermont, uma daquelas casas vitorianas antigas que rangem e gemem como se tivessem artrite. Daquelas casas que as pessoas pagam caro para visitar quando estão atrás de fantasmas. Compramos em 1972, quando os filhos eram pequenos.
Desde que moramos aqui, havia um cômodo que eu nunca tinha visto. A porta do sótão, no topo da escada, sempre esteve trancada com um pesado cadeado de bronze. Cada vez que perguntava à Martha sobre ele, ela me dava respostas evasivas, sempre as mesmas.
— É só lixo lá em cima, Gerry — dizia. — Móveis velhos da casa dos meus pais.
— Nada com que você precise se preocupar, querido.
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