Na manhã seguinte, precisava saber mais. Encontrei o endereço de Daniel em uma das cartas mais recentes e dirigi até uma pequena casa que provavelmente passei mil vezes sem notar.
O lugar estava vazio, janelas cobertas com tábuas. Então bati na porta do vizinho, e uma senhora idosa atendeu.
— Está procurando pelo Dan? — perguntou, estudando meu rosto cuidadosamente.
— Sim, senhora. Estou.
Ela balançou a cabeça, triste. — Ah, querido, Dan faleceu há apenas três dias. Funeral discreto, quase ninguém compareceu. Era um bom homem, mas vivia recluso. Soube que era veterano.
Minhas pernas fraquejaram. Três dias atrás. Bem na época em que comecei a ouvir aqueles arranhões no sótão.
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