Nosso filho? Que filho?
Senti como se alguém tivesse me dado um soco no peito. Sentei-me com força numa velha caixa e comecei a ler mais cartas.
As cartas desenhavam uma história que eu jamais poderia ter imaginado. Aquele tal Daniel vinha escrevendo para Martha sobre uma criança, o filho deles, por mais de uma década. Ele falava sobre observar de longe, sobre ver o “pequeno James” crescer, sobre como se orgulhava do garoto.
James. Meu primogênito, James.
Tive que ler o nome três vezes antes de entender de verdade. O menino a quem eu ensinei a jogar beisebol, o garoto que me seguia pela garagem enquanto eu consertava carros, o jovem que eu conduzi pelo corredor no dia do seu casamento. As cartas falavam sobre meu James.
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