“No meio da noite? Com lanterna e luvas?”
“Ela não merece a vida do Luke”, disparou a Sheryl, com a voz afiada e amarga. “Simplesmente não merece.”
O Luke apareceu ao meu lado. Virei-me para ele. Ele não disse nada, mas o rosto dele estava de pedra.
Aquelas palavras — pequenas, venenosas — doeram mais do que qualquer roubo.
Mais tarde naquela semana, revistaram a casa da Sheryl. Ela tinha escondido a maior parte do dinheiro num envelope debaixo do colchão. Também encontraram mais três câmaras escondidas — uma dentro de uma planta decorativa, outra disfarçada de carregador de telemóvel e outra dentro de um peluche de criança.
O Luke ficou em silêncio durante muito tempo depois disso.
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