No funeral, todos repetiam as mesmas coisas:
“Ele te adorava.”
“Ele amava aquelas crianças.”
“Você teve um bom homem.”
Minha irmã, Grace, ficou ao meu lado o tempo todo. Ela cuidou da comida, atendeu ligações, vestiu as crianças e colocava lenços de papel na minha mão sem parar. Nossa filha Ava tinha sete anos. Nosso filho Ben, cinco. Eles se agarravam a mim como se eu também pudesse desaparecer.
Depois disso, eu vagueava pela casa como um fantasma. Dormia do lado dele na cama. Usava seu moletom cinza. Ouvia sua caixa de mensagens só para escutar: “Oi, amor. Estou a caminho de casa.”
Três dias após o funeral, o chefe dele ligou.
O nome dele era Mark. A voz estava baixa, tensa.
“Emily, preciso que venha aqui. Liam deixou algo no cofre do escritório. Tem o seu nome.”
Eu me sentei tão rápido que minha cabeça girou.
“Que tipo de coisa?”
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