Depois se afastou e perguntou: “Você está bem?”
Essa era uma pergunta tão Maria.
Eu olhei para ela e pensei em tudo o que veio depois que ele foi embora. O medo. As contas. O cansaço. Todos os anos em que eu achei que não era suficiente porque ele me fez acreditar que não dar um filho homem significava que eu tinha falhado como esposa, mãe, mulher.
E lá estava ela.
A criança que ele rejeitou.
A criança que se tornou a prova mais clara de que ele estava errado sobre tudo o que realmente importava.
Eu sorri entre lágrimas.
“Sim”, eu disse. “Agora estou.”
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