Fiquei em frente à porta com a chave na palma da mão. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele poderia ouvir. Tudo ao redor estava completamente silencioso. Por um segundo, hesitei. E se eu estivesse exagerando? E se aquilo destruísse o pouco de confiança que ainda tínhamos?
Mas então pensei nas semanas de distância, nas mentiras sobre o meu ronco, nas portas sempre trancadas.
Eu merecia a verdade.
Quase bati — quase — mas, em vez disso, encaixei a chave na fechadura.
Ela girou facilmente.
Abri a porta apenas uma fresta, o suficiente para espiar.
Ethan estava sentado à mesa, a tela do laptop iluminando seu rosto. Ele parecia exausto. A mesa estava coberta de papéis e embalagens de comida. O celular estava carregando ao lado dele. Mas o que me congelou foram as abas abertas na tela — dezenas delas.
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