“Eu não queria que você achasse que eu escondi isso porque não te amo. Eu amo. Você é minha esposa, Anna. Você é tudo pra mim. Eu não quero te perder.”
Respirei fundo, daqueles que doem por dentro.
“Você quase conseguiu”, respondi. “Mas eu ainda estou aqui. Então agora você precisa decidir se quer viver com honestidade — ou viver sozinho com a sua culpa.”
Ele assentiu, em silêncio, lágrimas descendo pelo rosto.
“Eu vou te contar tudo”, disse. “Sem mais segredos.”
Sentei na cadeira da mesa que ele tinha abandonado e olhei novamente para a tela. A conversa por e-mail mostrava mensagens entre ele e Laura. Ela perguntava sobre o aparelho dentário de Caleb, sobre roupas novas para a escola. O tom era respeitoso, grato — nada de romance ou nostalgia. Apenas… prático.
“E o que você pretende fazer?” — perguntei, finalmente.
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