"Oi," eu disse, forçando minha voz a ficar firme. Dei o nome completo de Troy e expliquei que eu era sua nova assistente. "Preciso reservar o quarto de sempre."
"Claro," disse o concierge sem hesitar. "Ele é um cliente regular. Esse quarto está basicamente reservado para ele. Quando ele gostaria de fazer o check-in?"
Eu não consegui respirar.
"Eu… vou ligar de volta," consegui dizer, e desliguei.
Quando Troy chegou em casa na noite seguinte, eu estava esperando na mesa da cozinha com os recibos. Ele parou abruptamente na porta, com as chaves ainda na mão.
"O que é isso?" eu perguntei.
Ele olhou para o papel, depois para mim.
"Não é o que você está pensando."
"Então me diga o que é."
Ele ficou lá, mandíbula tensa, ombros rígidos, olhando para os recibos como se fossem algo que eu tivesse plantado para pegá-lo.
"Eu não vou fazer isso," ele finalmente disse. "Você está exagerando."
"Exagerando?" Minha voz subiu. "Troy, o dinheiro está sumindo da nossa conta, e você visitou esse hotel onze vezes nos últimos meses sem me contar. Você está mentindo sobre algo. O que é?"
"Você deveria confiar em mim."
"Eu confiei em você. Eu confio, mas você não está me dando nada para trabalhar aqui."
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