"Se você sabia de tudo isso... Por que não veio ao funeral?"
A expressão dele escureceu. "Eu fui liberado duas semanas depois que Daniel morreu. Já era tarde demais quando eu saí."
Finalmente, perguntei baixinho, "Então por que se escondeu no quarto do meu filho?"
Derrick olhou para o corredor. "Quando fui à sepultura uma vez, vi você e Mason. O menino parecia perdido. Então eu vim aqui."
"Você poderia ter batido na porta."
"Eu sei." Derrick suspirou. "Não pensei direito."
Eu cruzei os braços. "Então você fingiu ser o Daniel."
"A princípio, eu só queria ler uma história para ele," Derrick disse. "Depois Mason me chamou de papai. E eu não soube como corrigir ele sem confundir mais ainda."
"Então você continuou indo."
Ele assentiu. "Mason deixa a janela um pouco aberta todas as noites. Ele escolhe a história que eu tenho que ler e até escolhe qual fantasia eu devo usar."
Apesar de tudo, uma pequena risada escapou de mim. Isso soava exatamente como Mason.
Então, eu coloquei o taco de beisebol na mesa de café. "Você não deveria ter feito isso desse jeito."
"Eu sei."
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