— Você vai decidir onde vai passar a noite. Mas não vai ser aqui.
Então fui até a mesa onde o Will estava, balançando as pernas debaixo da cadeira, esperando o bolo como se a vida dele não tivesse acabado de se partir em algo que ele ainda era jovem demais para entender.
Ele levantou o olhar e sorriu.
— Agora bolo?
Olhei para ele. Seus joelhos sujos. O cabelo macio, levemente cacheado nas têmporas. A confiança no rosto dele.
Porque eu não podia tirar dele mais nada daquele dia que fosse normal, não expliquei nada.
Apenas fiz um gesto com a cabeça para ele me seguir.
— Vamos entrar.
Ele desceu da cadeira num pulo e me seguiu até a cozinha.
Atrás de nós, as vozes explodiram ao mesmo tempo. Perguntas. Negativas. Alguém chorando.
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