Meu filho de 19 anos me enviou uma mensagem dizendo "Desculpe muito, mãe", antes de desligar o celular – 10 minutos depois, um número desconhecido ligou e me deixou em lágrimas.

Silêncio. Depois: "Isso é coisa sua, Samantha. Você deixou ele se apegar demais."

Eu não disse nada. Quanto mais o silêncio se estendia, mais o tom de Danny mudava.

"Quando foi a última vez que você falou com ele?" ele perguntou.

"Na tarde passada."

"Me manda a carta," Danny exigiu, e essa foi a primeira coisa real que ouvi na voz dele durante toda a conversa. Não bondade, mas o entendimento de que algo realmente tinha dado errado.

Eu segui todas as pistas que tinha naquele dia enquanto Danny verificava o lado dele. Um posto de gasolina fora da cidade. Um quadro de contratações em um centro de jardinagem. Um restaurante à beira da estrada. Nenhuma delas deu certo.

À noite, eu já não estava mais procurando com esperança, mas me recusando a parar, porque parar significava ficar parada com o que a carta havia feito comigo.

Naquela noite, coloquei o relógio na mesa da cozinha e fiquei olhando para ele até odiá-lo.

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