Meu filho de 19 anos me enviou uma mensagem dizendo "Desculpe muito, mãe", antes de desligar o celular – 10 minutos depois, um número desconhecido ligou e me deixou em lágrimas.

Tom era habilidoso, quieto e bom com as mãos. Ele gostava de lugares que o deixavam em paz.

Chorei mais porque entendi o quão sozinho ele deve ter se sentido enquanto planejava me deixar para o meu próprio bem.

Às seis da manhã, entrei no carro e fui até lá.

A cidade era o tipo de lugar que as pessoas passam sem querer lembrar. Dirigi devagar até ver a oficina de reparos e, além da cerca, debruçado sobre um bloco de motor com as mangas arregaçadas, estava meu filho.

No momento em que reconheci a linha dos ombros dele, todo o medo que eu vinha carregando durante dois dias me atingiu de uma vez.

"Tom?" eu chamei.

Ele olhou para cima. Quando me viu, congelou.

Eu saí do carro e caminhei até ficar bem na frente dele. Então levantei o relógio.

"Você me deu tempo?"

O rosto dele caiu. "Mãe, eu…"

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