Tom era habilidoso, quieto e bom com as mãos. Ele gostava de lugares que o deixavam em paz.
Chorei mais porque entendi o quão sozinho ele deve ter se sentido enquanto planejava me deixar para o meu próprio bem.
Às seis da manhã, entrei no carro e fui até lá.
A cidade era o tipo de lugar que as pessoas passam sem querer lembrar. Dirigi devagar até ver a oficina de reparos e, além da cerca, debruçado sobre um bloco de motor com as mangas arregaçadas, estava meu filho.
No momento em que reconheci a linha dos ombros dele, todo o medo que eu vinha carregando durante dois dias me atingiu de uma vez.
"Tom?" eu chamei.
Ele olhou para cima. Quando me viu, congelou.
Eu saí do carro e caminhei até ficar bem na frente dele. Então levantei o relógio.
"Você me deu tempo?"
O rosto dele caiu. "Mãe, eu…"
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