— Desculpe… não consegui proteger vocês… — soluçou.
Eu queria consertar tudo.
Mas, pela primeira vez, não sabia como.
Pensei que a história terminaria ali: limparíamos, reconstruiríamos devagar e tentaríamos seguir em frente.
Mas, exatamente 24 horas depois, algo mudou.
Uma van preta entrou na entrada da Melinda.
Percebi pela janela.
Melinda saiu para a entrada segurando uma xícara de café, já com cara de aborrecida, como se alguém tivesse interrompido sua manhã.
Então a porta da van se abriu, e um homem desceu.
Ele usava um blazer arrumado, com uma identificação presa na cintura.
Melinda olhou primeiro para o crachá e depois para o rosto do homem.
Foi quando os ombros dela ficaram tensos e o rosto pálido.
O café caiu da mão dela ao perceber quem acabara de chegar.
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