“Amor”, eu disse. “Você pode me trazer aquele copo de água?”
Ele não se mexeu.
Em vez disso, olhou para Henry como alguns homens olham para uma parede danificada. Não era tristeza, nem medo… era avaliação.
“Eu não vou fazer isso”, ele disse.
Eu encarei ele. “O quê?”
A mandíbula do meu marido ficou tensa. “Eu não assinei uma vida assim, Bella. Eu queria um filho com quem eu pudesse jogar bola, surfar. O Henry não vai conseguir fazer nada disso.”
Eu esperei que ele voltasse atrás. Esperei que ele chorasse, entrasse em pânico, dissesse qualquer coisa que um homem decente diria depois de ouvir uma notícia difícil sobre o próprio filho.
Ele pegou a jaqueta e saiu da sala de parto como se estivesse saindo de uma reunião que tinha se estendido demais.
A enfermeira tocou meu ombro. A neurologista disse algo que eu não ouvi.
Olhei para meu filho, tão inocente e confiante.
“Bem, meu doce menino”, sussurrei. “Acho que agora somos só você e eu.”
Ele piscou para mim como se não esperasse nada diferente.
Dois dias depois, assinei os papéis de alta sozinha, ouvi instruções de terapia sozinha, e vi mulheres deixarem a maternidade com flores, balões e maridos carregando sacolas.
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