“Não era para ser assim, cara. As coisas simplesmente… não deram certo. Eu tomei algumas decisões erradas, certo? Eu pensei que tinha tudo sob controle.”
Mara se virou para ele com a fúria exausta que se acumula quando duas pessoas estão se culpando há tempo demais.
“Não comece. Você me prometeu que isso ia dar certo,” ela o repreendeu. “Você disse que tinha tudo resolvido. Olha onde estamos agora.”
Eu não tinha mais nada para dizer a nenhum dos dois.
“Não há mais nada aqui. Para nenhum de nós.”
“Arnold, espera… por favor,” Mara chamou enquanto eu virava para sair. “Você não pode fazer isso. Esta é nossa casa.”
Mark deu um passo à frente, desespero nos olhos. “A gente vai dar um jeito, tudo bem? Só... só nos dê tempo, cara. Não nos expulse assim.”
Eu não respondi. Entrei no caminhão e fechei a porta.
Por um momento, fiquei ali sentado. Depois peguei o telefone e liguei para o chefe dos carregadores.
“Preciso das chaves até às cinco.”
Houve uma pausa do outro lado. “Entendido, senhor.”
Desliguei.
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