"Eli, venha dizer 'Oi' para seu pai", uma voz feminina veio pelo vento, tentando silenciá-lo.
Ava e Mia tinham cinco anos quando morreram.
Em um momento, a casa estava cheia de barulho, Ava desafiando Mia a equilibrar-se sobre uma almofada do sofá, Mia gritando, "Olha! Eu consigo fazer melhor!" O riso delas ecoava pelas paredes da sala de estar como música.
"Cuidado", eu avisei da porta, tentando não sorrir. "Seu pai vai me culpar se alguém cair."
Ava só sorriu para mim. Mia fez língua.
"A Macy vai chegar em breve, filhas. Tentem não dar dor de cabeça para ela enquanto estamos fora."
Aquele foi o último momento normal com elas.
A próxima memória chega em pedaços.
Um telefone tocando. Sirenes em algum lugar perto. E meu marido, Stuart, dizendo meu nome repetidamente enquanto alguém tentava nos guiar por um corredor de hospital.
Mordi minha língua com tanta força tentando não gritar que senti o gosto do sangue.
Eu não lembro do que o padre disse no funeral. Lembro de Stuart saindo do nosso quarto naquela primeira noite depois. A porta fechou com um clique suave, mais alto do que tudo o mais.
Agora, eu me ajoelhei na sepultura delas e empurrei os lírios gentilmente para a grama sob a foto delas.
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