Eu estava colocando flores na sepultura das minhas gêmeas quando um garoto apontou de repente para a lápide e disse: 'Mãe... aquelas meninas estão na minha turma'.

Macy cobriu o rosto, soluçando.

Eu fiquei lá por um segundo a mais, ouvindo ela chorar.

Então me virei e saí, a porta se fechando suavemente atrás de mim.

Naquela noite, a casa parecia mais vazia do que nunca. Fiz um chá que não bebi e fiquei na janela, observando as luzes das ruas borradas.

No silêncio, eu lembrei quantas vezes tentei perguntar ao Stuart se ele sabia tudo o que a Macy fez naquela noite.

"Foi a Macy quem contou tudo à polícia? Você tem certeza?"

A resposta dele, sempre a mesma: "Isso não vai trazê-las de volta. Deixe para lá."

Mas eu não consegui. Não depois de saber que ele me deixou carregar o peso sozinha.

Enviei uma mensagem para ele: "Me encontre no evento da sua mãe amanhã. Por favor. É importante."

Ele não respondeu.

No dia seguinte, o salão do hotel estava iluminado e cheio de conversa. Os garçons circulavam com bandejas. Stuart estava na beira da sala, cercado por pessoas oferecendo simpatia e conversa fiada.

Eu me aproximei, cada passo parecia um teste.

Stuart me viu, surpresa se transformando em desconfiança. "Taylor, o que —"

"Precisamos conversar."

Ele se mexeu. "Não aqui. Não é o lugar."

"Não, Stuart. Este é exatamente o lugar."

Algumas pessoas olharam para nós.

A Macy apareceu ao nosso lado, os olhos vermelhos. Claro, ela estaria lá. A mãe do Stuart adorava ela.

"Por dois anos, você deixou as pessoas me olharem como se eu fosse a razão da morte das nossas filhas, como se querer uma noite fora fizesse de mim uma má mãe." Minhas mãos tremiam, mas eu não desviei o olhar. "Você trouxe a Macy para nossas vidas! Você disse que ela era uma boa babá!"

O rosto dele ficou pálido. "Taylor, por favor."

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