— Tentei ligar, e depois meu celular… — ela chorou. — Eu pensei que, se esperasse, algo pior poderia acontecer.
Coloquei as mãos nas laterais do rosto da minha filha. Então me sentei à sua frente e segurei suas mãos.
— Querida, por que você não esperou só na estrada e acenou para alguém? Você poderia ter se machucado.
O queixo de Lily tremia.
— Porque eu não queria só esperar. Tudo que eu conseguia pensar era que a vovó precisava de ajuda. Eu ficava olhando para ela e… eu não conseguia ficar ali parada esperando que alguém chegasse a tempo.
Não havia desafio adolescente no rosto dela. Só medo, amor e a terrível lembrança de ter tomado uma decisão que nenhuma garota de 14 anos deveria ter que tomar.
Abracei Lily bem forte.
— Você me assustou demais.
— Eu sei. Desculpa, mãe.
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