“A Berta, o cachorro de vovó,” eu disse.
“Não minta para mim!” minha mãe gritou. “Você morou com ela nos últimos seis meses. Ela deve ter deixado tudo para você! Você sempre foi a neta favorita dela,” ela disse, exagerando na última parte.
“Vovó não me deixou dinheiro, assim como não deixou nada para você,” eu respondi.
“Mentira!” minha mãe gritou. “Onde está? Eu te dei à luz! Você me deve esse dinheiro!”
“Eu não tenho nada!” eu gritei, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
“Vamos ver sobre isso, bruxa!” minha mãe cuspiu e foi embora.
Fechei a porta e caí no chão, incapaz de parar de chorar. Berta subiu no meu colo, como se estivesse tentando me confortar.
Comecei a acariciá-la, e então algo na coleira dela chamou minha atenção. Tirei a coleira de Berta e virei ela para trás.
Um endereço gravado e o número 153 estavam na parte de trás. Fiquei franzindo a testa e coloquei o endereço no meu GPS.
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