Até então, eu estava chorando de verdade: chorando quente, bagunçada, e com raiva.
"Há quanto tempo você estava escrevendo isso, Anthony?" perguntei para o carro vazio.
A caixa de anel estava no meu colo como um segundo pulso. Eu fiquei olhando para ela por um longo momento antes de abri-la.
Dentro estava uma aliança de ouro com três pequenas pedras. Era simples, elegante e completamente... eu.
"Não," sussurrei. "Não... Tony."
Sob o anel, havia um cartão de uma joalheria datado de seis meses atrás.
Nosso vigésimo quinto aniversário estava a três semanas de distância.
Eu podia ver Anthony de repente, em nossa cozinha, com aquele velho suéter azul, fingindo estar casual enquanto queimava torradas e perguntava, "Então... o que você acha de fazer algo grande para os 25?"
Eu segurei o telefone e chamei o hospital antes de perder a coragem.
A chamada foi atendida no segundo toque. "Enfermeira Becca, quarto andar da UTI."
"É Ember," eu disse. Minha voz soava rouca. "Ele pediu para todos vocês mentirem para mim?"
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