"Só que os pais deles se foram."
Olhei de volta para os meninos. Um estava com o punho torcido na camisa do irmão. O outro tentava parecer corajoso, mas falhava.
E lembro de um pensamento horrível e claro subindo em mim: Nenhuma parte disso é culpa deles.
Engoli em seco. A decisão não parecia mais difícil. Se houvesse alguma coisa, parecia destino.
"Eu vou ficar com eles."
A assistente social piscou. "Senhora, você não precisa decidir agora."
"Já decidi. Não posso simplesmente abandonar eles."
Os nomes deles eram Eli e Jonah.
Ambos tiveram pesadelos durante os primeiros anos. Havia noites em que eu acordava com o som de soluços silenciosos e adormecia de novo segurando as mãos deles.
Às vezes eu os encontrava os dois no chão ao lado da minha cama, cobertores enrolados ao redor deles como armaduras.
Nada disso foi fácil, e só ficou mais difícil quando eles começaram a fazer perguntas.
Os gêmeos tinham oito anos quando Eli me perguntou: "Como era nossa mãe?"
"Ela te amava", eu respondi. Aquilo era a verdade, ou pelo menos a parte dela que eu escolhi acreditar.
"E o papai?"
Essa foi mais difícil.
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