O tio Tom ficou de pé. "Vocês todos querem um vilão."
"Não," eu disse. "Eu queria um pai que eu pudesse entender."
Ele foi embora sem levar as flores.
Depois que todos saíram, Asher embrulhou seus troféus em uma toalha. Na porta, olhou para a parede quebrada.
"Não feche de novo," disse.
"Não vou."
Quando a casa ficou silenciosa, voltei para o quarto. Mamãe ficou na porta, menor do que eu lembrava.
"Desculpe," disse ela.
"Eu sei."
"Eu pensei que o silêncio fosse misericórdia."
"Não era."
Então abri o envelope do papai.
"Astrid,
Você sempre percebeu quando algo estava errado. Sinto muito por deixar você acreditar que o errado era eu. Se algum dia você voltar a esta casa, não mantenha este quarto fechado."
Li duas vezes, depois peguei o martelo.
Mamãe se aproximou. "O que você está fazendo?"
"Abrindo de verdade."
Pela manhã, a falsa parede havia desaparecido.
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