Casei-me com uma garçonete apesar dos meus pais exigentes — na noite do nosso casamento ela me chocou ao dizer: ‘Promete que não vai gritar quando eu te mostrar isto’

 

Era a minha piscina. A mesma em que aprendi a nadar, quando minha mãe insistiu que eu tivesse aulas particulares aos quatro anos.

 

A mulher na foto era Martha. Ou Marta, como meus pais a chamavam — nunca com carinho.

 

Ela era a nossa governanta, a que costumava me dar biscoitos escondido quando minha mãe não estava olhando.

 

A que sentava na beira da piscina, segurando uma toalha com força nas mãos, com o pânico estampado no rosto, enquanto meu instrutor gritava ordens dentro da água.

 

A que ficava comigo quando eu tinha febre, enquanto meus pais estavam em um baile de gala, sentada ao lado da minha cama com panos frios, sussurrando: “Tá tudo bem, meu amor. Eu estou aqui.”

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