Adotei uma menina que resgatei após um acidente de carro – 16 anos depois, uma mulher apareceu à minha porta e disse: ‘Obrigada por criar minha filha. Agora você precisa saber a verdade sobre aquele dia.’

Ele pensou um pouco e disse: “Ela pode ficar com meu copo azul. Não com o vermelho.”

 

Esse era o David. Profundamente bondoso. Estranhamente territorial.

 

O nome dela era Adelina.

 

Tinha medo de trovões. Odiava ervilhas. Só conseguia dormir se a porta do quarto ficasse entreaberta. Por um tempo, acordava chorando no meio da noite, e eu sentava no chão ao lado da cama até que adormecesse de novo, com dois dedos agarrados à minha manga.

 

David a amou quase imediatamente.

 

Os anos passaram.

 

David ficou mais alto que eu. Adelina cresceu aos poucos, depois de repente. Tornou-se o tipo de garota que percebe quando alguém é deixado de fora. Inteligente. Engraçada. Boa de maneiras silenciosas. Aquele tipo de pessoa que lembra aniversários e leva chá quando você está doente.

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