Ele pensou um pouco e disse: “Ela pode ficar com meu copo azul. Não com o vermelho.”
Esse era o David. Profundamente bondoso. Estranhamente territorial.
O nome dela era Adelina.
Tinha medo de trovões. Odiava ervilhas. Só conseguia dormir se a porta do quarto ficasse entreaberta. Por um tempo, acordava chorando no meio da noite, e eu sentava no chão ao lado da cama até que adormecesse de novo, com dois dedos agarrados à minha manga.
David a amou quase imediatamente.
Os anos passaram.
David ficou mais alto que eu. Adelina cresceu aos poucos, depois de repente. Tornou-se o tipo de garota que percebe quando alguém é deixado de fora. Inteligente. Engraçada. Boa de maneiras silenciosas. Aquele tipo de pessoa que lembra aniversários e leva chá quando você está doente.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
