Liguei para ele. Caixa postal. Novamente. Caixa postal.
Eu não esperei. Comecei a procurar pela casa de seus amigos. Na quadra de basquete. No restaurante. No parque. Até no terreno atrás do cinema.
Cada lugar estava vazio, e com cada um, o medo me despia até um único pensamento: preciso encontrar meu filho antes que ele decida que é mais fácil partir do que amar.
Então pensei na estação de trem. Mike costumava sentar lá quando queria ver as pessoas indo para algum lugar.
Corri até lá e o encontrei.
Mike estava em um banco perto do final da plataforma, com os dois cotovelos nos joelhos, a mochila aos pés. Ele olhou para cima quando ouviu meus sapatos, e por um segundo terrível, pude ver exatamente o que ele esperava, em vez de mim.
Não amor. Só distância.
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